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Baixa penetração de seguro residencial: Entre percepção e comunicação

"Quantas vezes lhe ofereceram um seguro residencial? Se você comparar isso com as vezes que lhe ofereceram seguro de automóvel, de vida ou despesas médicas, você vai notar uma grande diferença".[i]


Uma casa representa o maior patrimônio para a maioria das pessoas em qualquer lugar do mundo. Tanto os bens contidos nela, como a própria estrutura. No entanto, a América Latina parece que segue sem considerar a casa como um bem precioso construída ao longo dos anos.

A penetração do seguro residencial na América Latina continua baixa em comparação com outras regiões do mundo. Mesmo em relação a outros segmentos de seguros como automóvel ou despesas médicas. Esta é uma questão que tem várias perspectivas de análise, uma das quais é a relação entre a percepção equivocada do que significa a contratação de um seguro por parte do cliente e a falta de uma melhor comunicação por parte das seguradoras.

Sobre isso Matías Cabrejas, Gerente Regional de Residencial e Linhas Pessoais da Chubb América Latina, comenta: "Um dos principais problemas causados pela baixa penetração de seguro residencial é a insuficiente educação financeira da população, mas também a falta de conhecimento e interesse em segurar a residência por parte do cliente quando comparado com o seguro do carro ou despesas médicas". [ii]

 

Zona de risco

A América Latina é uma enorme região geográfica que tem certas características que tornam a residência algo potencialmente vulnerável.

Em primeiro lugar, existem países que enfrentam certas forças da natureza que causam grandes danos. Sejam furacões e tempestades que atingem as costas do Caribe e do Atlântico, ou os terremotos devastadores em países como Chile, México ou Guatemala. Para dimensionar esta situação vale a pena mencionar que as perdas preliminares do terremoto em setembro passado no México chegaram a 2,5 bilhões de dólares, de acordo com estimativas do governo daquele país;[iii] enquanto os danos pelo furacão Maria em Porto Rico totalizaram US $ 19,9 bilhões de dólares de acordo com o primeiro relatório técnico.[iv]

Se somarmos a isto sociedades em desenvolvimento que ainda apresentam altas taxas de criminalidade relacionadas a roubos e arrombamentos, o quadro se torna mais complexo.

Apesar disso, estima-se que menos de 8% da população da América Latina contrata alguma proteção relacionada com a residência, número que inclui apólices adquiridas através de algum outro instrumento relacionado com a propriedade (financiamento, leasing, etc.), pois se falarmos de contratação voluntária, o número cai para menos de 5%.[v]

Há outro fenômeno que está deixando a população da região ainda mais vulnerável sem seguro residencial: o rápido crescimento econômico e urbano. Uma maior valorização dos imóveis implica em uma maior concentração de riscos e grandes quantidades de possíveis perdas. Em 2014, a América Latina era a segunda região mais urbanizada do mundo, com 80% da população vivendo nas suas cidades. Para 2050 estima-se que será de 86%.[vi]

 

Percepção contra Comunicação

Eduardo Corona, em entrevista concedida ao New York Times, faz a seguinte análise hipotética: "se uma propriedade tem um valor aproximado de 106 mil dólares, o preço do seguro para essa residência seria de US$ 425 por ano, cobrindo imóvel e os bens contidos nele. Por outro lado, um carro que tenha custado cerca de 13.000 dólares exigiria uma apólice de seguro com um valor de cerca de US$ 530 por ano".[vii]

Ainda assim, a percepção da maioria dos latino-americanos é de que o seguro residencial é caro. Embora em relação ao outros seguros não seja, tampouco se dimensiona o valor de possíveis perdas diante de um sinistro, de modo que o seguro de automóvel continua sendo o de maior penetração no segmento não vida.

Diante deste complexo panorama é necessário que as seguradoras reforcem a importância da cobertura e a acessibilidade aos produtos que podem oferecer.

Quanto maior conhecimento sobre cobertura, benefícios e fatores envolvidos nas apólices o segurado tem, eles podem valorizar muito mais o produto, provando que o Seguro Residencial é um dos melhores custo-benefício.

Para isso, é importante que as seguradoras mudem sua abordagem, oferecendo aos consumidores serviços muito mais avançados do que simplesmente vender apólices, consolidando-se como consultores, assistentes de avaliação, guias, facilitadores de informações e comunicadores especializados que efetivamente respondem perguntas e comentários. Isso também é importante para as vendas por meio de corretores.

A população produtiva jovem, os chamados millennials, que são um mercado emergente e promissor neste momento, têm os mesmos riscos em relação a uma residência que qualquer outro segmento, até mesmo compartilham percepções similares sobre estes seguros, mas requerem uma sensação contínua e personalizada de serviços para ter acesso a estas coberturas e criar empatia com a marca.

Para ir mudando a percepção equivocada do cliente sobre o seguro residencial, que influencia em sua baixa penetração, o serviço e a comunicação são essenciais, conclui Matías Cabrejas.

 

  

Bibliografia e fontes

[i] Citado por Roberto Aguirre Vargas, sócio da empresa de comunicação BRIC. em ¿Y la cultura del seguro qué? Revista Forbes México. Maio, 2013.
[ii] Entrevista com Matías Cabrejas, Gerente Regional da linha residencial e pessoal da Chubb América Latina. Março, 2018.
[iii] Martína Franco. "Perdí la inversión de toda mi vida": La angustia de los mexicanos sin seguro contra sismos. The New York Times em espanhol. 19/out./2017.
[iv] http://cb.pr/analisis-discrepancias-en-estimados-de-danos-por-maria-en-puerto-rico/
[v] Redação. ¿Cómo aprovechar la cobertura del seguro residencial en América Latina? Nuevas oportunidades para agentes y consumidores. Chubb na América Latina-Blog. Maio, 2017.
[vi] Fernando Casanova Aizpún e Ginger Turner. The protection gap in Latin America. Swiss Re. Março, 2016.
[vii] Martína Franco. "Perdí la inversión de toda mi vida": La angustia de los mexicanos sin seguro contra sismos. The New York Times em espanhol. 19/out./2017.

 

 

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